Reflexions

THERE’S NO IMPARTIAL VISION ABOUT ANYTHING | NÃO EXISTE VISÃO IMPARCIAL EM RELAÇÃO A NADA

Once we start our professional or academic activities, we always hear from teachers and other professionals we must have an impartial positioning or view before things. For instance, whenever we are about to search or study a matter, people tend to say we must look at it from a professional perspective. But when they say that they don’t mean we gotta make an efficient and god job, they often mean you gotta put everything else about you aside.

However, there’s no such thing as neutral positioning where it would be possible to split yourself into parts like this is you restricted as a researcher, or as a believer or as a person, you are always a whole being wherever you go and no matter what you do.

You may think you are someone aware of it and capable of playing each role in its place, but that is a delusional thought. As the same way you can not only be a body, without caring your soul and your spirit along, just because this three parts make who you are, you cannot be in a classroom, or in a business meeting or simply walking on the streets without carrying your background, your believes and your own perspective of life.

That said, whenever you hear a teacher giving you, for instance, a history class, no matter what he says, neither how many authors he is bringing into the discussion, that class has his point of view, because that one subject, as every single subject tend to be way bigger than what get to us. Whenever someone picks an author or a group of them, that means something in itself. It includes a filter, putting in other words includes the teacher’s choice and lens. Yet there are also many other authors saying a lot of other things about the same subject. Which means that facts, even for those who lived it are seen, felt, assimilated and told in different ways. So all we got are versions of different perspectives.

A journalist cannot be impartial, and honestly that should not be any news for us. The same way, a researcher, not matter what his discoveries are, he is not a neutral piece either. There is always a perspective; there is always an inclination to something that is attached to our believes and backgrounds.

So whenever you see someone grabbing himself of being impartial and “fair” about any kind of matter step back, because there are only two explanations for it – or he is a naïve person (which I doubt) or he’s a hypocrite.

Be comfortable with who you are and don’t feel like less professional for carrying in a transparent way who you are. That doesn’t mean you don’t know how to separate things, it just shows you are aware of things that cannot be split.

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Quando iniciamos nossas atividades profissionais ou acadêmicas, sempre ouvimos de professores e outros profissionais que precisamos ter um posicionamento ou visão imparcial diante das coisas. Por exemplo, sempre que estamos prestes a pesquisar ou estudar um determinado assunto, as pessoas tendem a dizer que devemos analisá-lo a partir de uma perspectiva professional . Mas quando eles dizem isso, eles não querem dizer que precisamos fazer um trabalho eficiente e de qualidade, geralmente eles querem dizer que você deve deixar todas as outras partes do seu “eu” de lado.

No entanto, não existe posicionamento neutro, em que seria possível dividir-se em partes como: este é o meu “eu” pesquisador, ou este é o meu “eu” crente ou este é o meu “eu” pessoa; você sempre é um ser completo por onde você for e em tudo o que você faz.

Você pode até pensar que é alguém ciente disso e capaz de desempenhar cada papel em seu devido lugar, mas esse é um pensamento ilusório. Pois, da mesma forma que você não pode ser apenas um corpo, sem levar consigo a sua alma e o seu espírito, simplesmente porque essa tríade forma quem você é, você não pode estar em uma sala de aula, em uma reunião de negócios ou simplesmente andando pelas ruas sem levar seu background, suas crenças e sua própria perspectiva de vida.

Dito isto, sempre que você assiste um professor, por exemplo, dando uma aula de história, não importa o que ele diga, nem quantos autores ele traga para a discussão, essa aula tem o ponto de vista do professor, porque o assunto tratado, assim como todo assunto, tende a ser muito mais amplo do que chega até nós. Sempre que alguém escolhe um autor ou um grupo deles, isso já significa algo em si. Uma vez que inclui um filtro, ou seja, a escolha e a lente do professor. No entanto, existem muitos outros autores dizendo muitas outras coisas sobre o mesmo assunto. O que significa que os fatos, mesmo para quem os viveu, são vistos, sentidos, assimilados e contados de maneiras diferentes. Portanto, tudo o que temos são versões de fatos a partir de diferentes perspectivas.

Um jornalista não consegue ser imparcial e, honestamente, isso não deve ser mais novidade para nós. Da mesma forma, um pesquisador, não importa quais sejam suas descobertas, ele também não é uma peça neutra. Sempre há uma perspectiva; há sempre uma inclinação para algo que está ligado às nossas crenças e experiências.

Portanto, sempre que você vir alguém se gabando por ser imparcial e “justo” sobre qualquer assunto, tenha cuidado. Porque existem apenas duas explicações para isso – ou ele é uma pessoa ingênua (o que eu duvido) ou é um hipócrita.

Fique à vontade com quem você é e não se sinta menos profissional por ser transparente em seus posicionamentos. Pois isso não significa que você não sabe separar as coisas, apenas mostra que você está ciente de que certas coisas não podem ser separadas.

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Gratuated in History by PUC-SP (2009), postgratuate in Corporate Affairs (2010) and MBA in Marketing by FGV-SP (2016) and a master degree in History by PUC-SP (expected to 2021). More than 12 years of experience in Corporate Affairs playing different roles in big and global companies. Writer of the blog Longing for more since 2017. *** Possui graduação em História pela PUC –SP (2009), pós-graduação em Comunicação Corporativa (2010) e MBA em Marketing pela FGV-SP (2016) e é mestrando em História pela PUC –SP (2021). Atuou por 12 anos em comunicação corporativa e marketing em grandes empresas e multinacionais de diferentes segmentos. Escritora do blog Longing for More desde 2017.